"Eis aqui meu coração: ponho-o entre Vossas mãos.
Eis meu corpo, minha vida, minha alma, meu amor, minha ternura.
Ó doce Esposo, minha Redenção...
Porque a Vós me consagrei
Que quereis fazer de mim?"
(Santa Teresa de Ávila)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Comparar-se é coisificar-se
Hoje eu pensava nas fórmulas, nas receitas, nos esquemas, nas leis... O que é importante para viver bem? Qual o segredo do cofre? A senha para encontrar a liberdade interior?
No meio em que vivo, fala-se da violência de coração que move nosso coração a decidir-se por viver a vontade de Deus. Especialmente hoje, minha razão iluminou meu coração, o cerne das minhas decisões.
Coloquei-me a pensar nos motivos que levam alguém a sofrer tanto para tomar uma decisão, dizer um sim, ou dizer um não.
Insistimos em caminhar em conformidade aos paradigmas impostos e engessados em conclusões preconceituosas e desesperadas, nossas e também dos outros. Fico triste em ver tanta gente sofrendo ao olhar o tempo que passou, olhar sem se perceber e se encontrar sob a custódia de Deus.
Não sabemos caminhar como se deve. Às vezes nem conseguimos olhar para alguém e enxergar no outro além do que ele faz e olhar o que ele é. Como é triste ver pessoas coisificando a si mesmas e aos outros. Comparar-se é coisificar-se. Se Deus me vê única e irrepetível, quem sou eu para olhar o outro a partir de uma visão global, sem especificidades? Seria ignorar a arte e o poder de Deus, que muda tudo, sem mudar seu plano.*
A violência está em viver diferente do que se viveu até hoje. A violência de coração está em permitir que Deus reforme as estruturas, os prazos e os esquemas que fizemos ou fizeram para nós. Talvez, dentro da nossa experiência, trabalhamos dia e noite para construir essas estruturas. Deveras isso é considerado por Ele! Mas é bom se colocar à disposição para questionar se sou feliz, assim? Se permito a concretização da promessa de verdadeira vida. Verdadeira vida não exime da luta, mas tem os sinais da providência, atenção e cuidado de Deus, e Ele é bom. Bom e fiel!
* Santo Agostinho
No meio em que vivo, fala-se da violência de coração que move nosso coração a decidir-se por viver a vontade de Deus. Especialmente hoje, minha razão iluminou meu coração, o cerne das minhas decisões.
Coloquei-me a pensar nos motivos que levam alguém a sofrer tanto para tomar uma decisão, dizer um sim, ou dizer um não.
Insistimos em caminhar em conformidade aos paradigmas impostos e engessados em conclusões preconceituosas e desesperadas, nossas e também dos outros. Fico triste em ver tanta gente sofrendo ao olhar o tempo que passou, olhar sem se perceber e se encontrar sob a custódia de Deus.
Não sabemos caminhar como se deve. Às vezes nem conseguimos olhar para alguém e enxergar no outro além do que ele faz e olhar o que ele é. Como é triste ver pessoas coisificando a si mesmas e aos outros. Comparar-se é coisificar-se. Se Deus me vê única e irrepetível, quem sou eu para olhar o outro a partir de uma visão global, sem especificidades? Seria ignorar a arte e o poder de Deus, que muda tudo, sem mudar seu plano.*
A violência está em viver diferente do que se viveu até hoje. A violência de coração está em permitir que Deus reforme as estruturas, os prazos e os esquemas que fizemos ou fizeram para nós. Talvez, dentro da nossa experiência, trabalhamos dia e noite para construir essas estruturas. Deveras isso é considerado por Ele! Mas é bom se colocar à disposição para questionar se sou feliz, assim? Se permito a concretização da promessa de verdadeira vida. Verdadeira vida não exime da luta, mas tem os sinais da providência, atenção e cuidado de Deus, e Ele é bom. Bom e fiel!
* Santo Agostinho
Laranjas e um all star azul!
All StarNando Reis
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias
Mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua
Como ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas pra tua voz
Parece exato
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
PS: Engraçado... Quando eu ouço essa música, sempre me vem à mente um pé de laranjas, um elevador, um all star azul e um casal apaixonado! rs A mente nem precisa ser tão fértil!
Músicas são como livros!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Quarenta dias...
E o convite é silenciar
É amar
É mortificar
Ofertar
É acompanhar o Amado até o calvário
Carregando minha pequena cruz
Ofertando o que é caro
Ofertando o que é importante
No limite, ir ao encontro da graça
Na ausência, encontrar a liberdade
Ser fiel e permanecer
Insistir e persistir
Orar e amar
Amar e orar
É amar
É mortificar
Ofertar
É acompanhar o Amado até o calvário
Carregando minha pequena cruz
Ofertando o que é caro
Ofertando o que é importante
No limite, ir ao encontro da graça
Na ausência, encontrar a liberdade
Ser fiel e permanecer
Insistir e persistir
Orar e amar
Amar e orar
Nada querer, tudo ter... (São João da Cruz)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Em construção
Sempre que eu preciso, sempre que eu pergunto, sempre que eu paro, sempre que eu me calo eu ouço uma voz aqui dentro. Uma voz que não me diz muito, mas diz o suficiente para que a vida mude de direção. Hoje, a voz diz que não é pra eu me assustar com o fracasso, diz também pra eu não esperar tudo ficar pronto e só então me decidir. Se eu me decido, o resto vai ficando pronto... Eu vou vivendo desconstrução, vou vivendo construção. Vou ouvindo a voz da alma, vou ouvindo o anjo da guarda, vou ouvindo a Deus, vou dizendo nada, vou entrando muda e saindo calada.
"Hoje eu sei que Deus me ama muito mais que eu possa cantar. Mais além dessas palavras que o vento vai levar..."*
No canteiro de obras da vida, alguém sempre vai querer ser o mestre, ditar as medidas, o peso, a intensidade, a textura das paredes. Realmente, a obra é preciosa demais para deixá-la na mão de qualquer mestre.
Basta ser fiel à voz que grita silenciosa, não de fora, não nas coisas, não em microfones, mas aqui dentro. Voz calma, pacífica e terna. Voz do Mestre.
Não vale a pena duvidar que a vontade de Deus é manifesta de dentro para fora.
Obrigada, Senhor, porque estou apenas em construção!
Eis o mistério de Deus em minha vida... Apenas em construção!
* Deus me ama - Ziza Fernandes
Just go ahead!
"Hoje eu sei que Deus me ama muito mais que eu possa cantar. Mais além dessas palavras que o vento vai levar..."*
No canteiro de obras da vida, alguém sempre vai querer ser o mestre, ditar as medidas, o peso, a intensidade, a textura das paredes. Realmente, a obra é preciosa demais para deixá-la na mão de qualquer mestre.
Basta ser fiel à voz que grita silenciosa, não de fora, não nas coisas, não em microfones, mas aqui dentro. Voz calma, pacífica e terna. Voz do Mestre.
Não vale a pena duvidar que a vontade de Deus é manifesta de dentro para fora.
Obrigada, Senhor, porque estou apenas em construção!
Eis o mistério de Deus em minha vida... Apenas em construção!
* Deus me ama - Ziza Fernandes
Just go ahead!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Óleo diminuidor de mãos!
Quem nunca subiu numa árvore e fez xixi lá do alto que atire a primeira pedra!!!Hoje eu me olho no espelho e dou graças a Deus! Eu cresci [nem tanto na estatura], e aprendi a ajeitar os cachos. Coloquei a foto do Bozo para partilhar com vocês a dificuldade que enfrentei quando criança. Minha querida irmã, Cristeni, fazia questão de denunciar minha semelhança com este personagem de nossa infância. Especialmente quando dormíamos até mais tarde. Os cachos acordavam [acordam] sem forma, confusos, nervosos. Era um emaranhado só!
Hoje enquanto rezava o terço, me lembrava muito das coisas que aprontei quando criança, inclusive o do xixi no alto da árvore. rs [Que coisa interessante para ser lembrada durante a oração do terço (!)] Foi um flashback engraçado! Minha parceira das brincadeiras era a minha irmã. Com ela não tinha problema. Eu sempre botava pilha e ela, sempre com medo, cedia aos meus argumentos e pressões inquestionáveis!
"Não acredito! Larga de ser mole, vai ser legal!"
Somos moças... Só que nossas diversões não eram sempre femininas. Me lembro de uma vez que estávamos brincando de Jaspion e Jiraya. Ela, o Jaspion; eu, o Jiraya. As espadas eram cabos de vassoura. Na minha cabeça não tinha graça... Queria algo mais real! Como sempre, querendo ousar, sugeri que nossas espadas ficassem mais sofisticadas. "Que tal os espetos de churrasco do papai!?" - Graças a Deus, ela não cedeu ao meu apelo. Talvez eu não estivesse contando a história hoje, ou trouxesse sequelas de idéia tão brilhante!
Somos moças... Só que nossas diversões não eram sempre femininas. Me lembro de uma vez que estávamos brincando de Jaspion e Jiraya. Ela, o Jaspion; eu, o Jiraya. As espadas eram cabos de vassoura. Na minha cabeça não tinha graça... Queria algo mais real! Como sempre, querendo ousar, sugeri que nossas espadas ficassem mais sofisticadas. "Que tal os espetos de churrasco do papai!?" - Graças a Deus, ela não cedeu ao meu apelo. Talvez eu não estivesse contando a história hoje, ou trouxesse sequelas de idéia tão brilhante!

Meu sonho era uma piscina cheia de gelatina de morango e uma casa de doces, igual a da bruxa da estória de João e Maria [claro, sem a bruxa!].
A verdade é que eu vivi muita coisa com ela, minha irmã mais velha, mais responsável, mais séria, mais medrosa, mais organizada e prudente. Minha alegria era quando saíamos com a mesma roupa, ganhávamos os mesmos presentes. Eu sempre conseguia estragar os meus e ela acabava dividindo os dela comigo.
Fizemos muitos exercícios de imaginação juntas!
Um que vale a pena ser lembrado é o do sábado ensolarado, dia em que resolvemos pegar o óleo mineral que a mamãe guardava no quarto e usar como bronzeador. Nós não tínhamos certeza se estávamos agindo certo em utilizar de nossa autonomia para pegar o óleo que a mamãe usava para qualquer coisa, menos para se bronzear.
Enquanto o sol queimava nossa pele, a Maia deu um grito: “Minha mão está diminuindo!!!
Foi o óleo!!! Olha a sua, aí. Vê se não está diminuindo também!”
Eu, com toda a imaginação e intensidade que ela incentivara: "Realmente! Meu Deus. Vamos ficar sem mão!"
“É o óleo”, disse ela. "Tenho certeza!"
As duas correram desesperadas para o chuveiro. O óleo diminuidor de mãos precisava ser removido, afinal, estávamos totalmente cheias dele, no corpo todo. Era nosso bronzeador.
"Eu nunca mais vou pegar o óleo, escondido."
"É mesmo, né? A gente quase ficou sem mão."
Dedico este post à minha querida irmã! Hoje continuamos água e óleo.
Ela gosta de cerveja e eu de vinho tinto, ela gosta da Cláudia Leite e eu prefiro Tom Jobim, ela nasceu para cuidar das pessoas, manusear agulhas e eu para colocar pessoas em letras. Ela não perde um jogo do Flamengo, eu descobri quem era Obina um dia desses...Só tenho a agradecer a Deus por ter uma irmã. Alguém tão diferente e tão igual.
Se não fosse ela, talvez hoje eu não tivesse mais as mãos.
Amo muito, bem do profundo e com fundura sem igual! rs
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