segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Canção do amor que chegou

Vinícius de Moraes

Eu não sei, não sei dizer
Mas de repente essa alegria em mim
Alegria de viver
Que alegria de viver
E de ver tanta luz, tanto azul!
Quem jamais poderia supor
Que de um mundo que era tão triste e sem cor
Brotaria essa flor inocente
Chegaria esse amor de repente
E o que era somente um vazio sem fim
Se encheria de cores assim

Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou
Chegou enfim

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Só quem ama se abaixa" - Halleluya Londres



Onde Deus quer, do jeito que Ele quer e como Ele quer... Em inglês ou em qualquer outra língua.
Confiram os vídeos do Halleluya Londres, realizado no dia 31 de outubro, com Eugênio Jorge e Cristiano Pinheiro (missionário Shalom em Roma), Amanda Pinheiro (França), Ricardo Bezerra (Roma), Camilo Bessoni (Bouremouth-UK) e Rafael D'Aqui.


Shalom!

domingo, 25 de outubro de 2009

Santa Gianna me ensina...


Do livro "A santa moderna - Gianna Beretta Molla", de Hilário Cristofolini.

Sobre o primeiro encontro de Gianna e Pedro, escreveu Pedro em seu diário:

"'Sinto a serena tranquilidade que me dá a certeza de ter tido ontem um bom encontro. Nossa Senhora Imaculada me abençoou.'[...]

O namoro que precedeu o casamento durou sete meses. Nesse período, Gianna escreveu 11 cartas a Pedro. Nelas transparece a grande felicidade de ambos que vivem o amor recíproco e se preparam para formar uma família. São cartas de uma namorada a alguém que reconhece o homem de sua vida. Não são diferentes das que milhares de namoradas escrevem a seus namorados.
Várias delas (cartas) refletem sua vontade de estar sempre ao lado do namorado que, a serviço da fábrica, viaja muito pela Europa e América do Norte. Então, escreve para diminuir a saudade.
Analisando esta correspondência, conclui Élio Guerriero: ‘O amor de Gianna e Pedro, visando o matrimônio, não exclui o namoro e a paixão, a atração e a vontade de doação total...’
Além das cartas do período do namoro, escreveu a Pedro outras 62, durante os sete anos que durou o casamento. [...]
Gianna fazia uso da comunicação escrita através das cartas. Nelas se nota uma namorada cheia de desejos e de expectativa, mas igual a tantas outras. [...] Em suas cartas, juntamente com as palavras de afeto ardente, notam-se expressões claras que refletem sua fé e esperança na ajuda de Deus.

11 de março de 1955
Pedro, se pudesse te dizer tudo o que sinto por ti! Mas não sou capaz. Subentenda. Deus realmente me quer bem: és, de fato, o homem que eu queria encontrar, mas não nego que mais de uma vez me pergunto: Será que sou digna dele?
Sim, Pedro, digna de ti, porque não sou capaz de fazer nada a não ser querer fazer-te feliz, e tenho medo de não conseguir.
Então, rezo a Deus: Senhor, tu conheces meus sentimentos e sabes de minha boa vontade. Dá um jeito e me ajuda a tornar-me uma esposa e mãe do jeito que Te agrada e, assim, agradarei a Pedro.

Gianna era feliz e ‘ser feliz – disse Raul Folleeau – é fazer os outros felizes’. E pela mesma intenção de fazê-la feliz, também Pedro era feliz e anotou em seu diário: ‘Quanto mais conheço Gianna, mais me convenço que melhor encontro que esse , Deus não poderia marcar’."

Santa Gianna Beretta Molla, rogai por nós.
Shalom!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Gratuidade

Na fila do ônibus, fila grande, fim do dia... Lá do final eu ouço uma voz tensa, alegre, eufórica e, ao mesmo tempo, envolvida em um discurso que garantiria um trocado para voltar para casa.
Era um senhor, meia idade, com o cansaço do dia no rosto, falando em alto e bom som que, naquele dia, ele havia conseguido um emprego, mas precisava de ajuda para voltar para casa.
"Eu fui fichado hoje! Eu tenho todos os documentos aqui... Me ajudem a pagar a passagem..."
A voz dele ia sempre chegando mais próxima. E eu pensava na coragem daquele homem, assim como a coragem de tantos outros que, por falta de opções mais confortáveis, se colocam a pedir.
De repente, uma senhora olhou pra ele e pediu que ele não falasse mais nada, que não se justificasse e deu uma boa quantia a ele. Seguramente o valor daria para pagar a passagem de volta e ficar com o troco no bolso.
Enquanto ele arregalava os olhos diante da generosidade desinteressada da moça, ela dizia:
"Você vai vencer! Não preciso ver os documentos, não precisa se explicar. Vai com Deus, muita bênção e sucesso no novo trabalho".
Foi só isso... Aconteceu há algumas semanas, mas não saiu da minha cabeça. Desde então, venho me questionando sobre o meu olhar para a gratuidade e a atenção de Deus.
Um coração grato não presta contas na ilusão de uma recompensa, não calcula ou apresenta comprovantes de boa conduta... Se assim o fizesse, estaria se doando aos pedaços, pela metade, sempre com reservas. Um coração apaixonado anuncia, fala, defende, e, diante do Amado, expõe-se por inteiro. A gratidão é uma vida, merece uma vida.
É... O pedinte da fila do ônibus me fez pensar nas minhas negociações com Deus. Tantos documentos que quero mostrar para convencê-Lo, talvez... Mas Ele sempre vence a minha inteligência e compreensão com generosidade e gratuidade. Deus não muda e sempre sabe de tudo. Conhece o meu coração, conhece o seu... Conhece muito bem quem Ele criou.
Deus me ama gratuitamente... Gratuitamente... E dessa forma, vai onde eu não consigo ir, abraça comigo o que eu preciso abraçar.
Sim, Ele vai comigo a todos os lugares. Sobe no ônibus, atravessa ruas, viaja, acolhe minhas pérolas e a minha argila. Deus toca onde minha mão não chega, onde meus braços não alcançam. Deus é a resposta quando nenhuma outra convence. Ele não me cobra explicações para permitir a minha volta...
O meu Deus, o Deus da vida, da Cruz e da Ressurreição, reduz distâncias, une corações, cura em um abraço, esconde dos grandes e revela aos pequenos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mais, maiores ou "mais maiores"?


Você precisa de uma informação de quantos metros? Ah! De 15 centímetros?
Maiores informações, menores informações, informações mais completas, mais grandes, informações maduras, infantis ou informações na versão sênior...
É... Ainda não há um entendimento comum, entretanto, em minha opinião, é melhor ser sempre direto em respeito aos seus ouvintes ou assistidos.

Mesmo aderindo a "mais informações", eu entendo que o adjetivo maior compreende, também, intensidade, o que pode caracterizar uma informação mais completa, intensa e, certamente, consistente, ou seja, uma informação maior e não necessariamente, mais uma informação.

Mas como nós vivemos em um mundo de cheio de maiorias, senso comum e tradições, o mais aceito é oferecer "mais informações". É só observar...
E por que será que temos tanta dificuldade em lidar com a objetividade e prestar com clareza as idéias e bilocas que guardamos na cachola?

Você não precisa de maiores informações e sim, de mais informações.
Será mesmo?