quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quem quer carona?

Eu não sei o que as pessoas de outros estados pensam sobre o transporte público da capital do país. Talvez imaginem que, assim como a cidade, bela, planejada e organizada, o coletivo seja modelo no questido qualidade no transporte público.
Já faz tempo que eu queria expor aqui as peripécias de Narlla no Coletivo. Sim, muitas aventuras, meu povo!
Passo boa parte da manhã e da noite dentro de uma estrutura amarela de metal. Com quem você vai voltar para casa? Com o Chico, eu respondo. "Chico" é o modo carinhoso com o qual faço referência aos motoristas do coletivo.
É só para dizer que na minha rotina de ônibus rola de tudo! Tem traficante, moça de família, a avó que cria os netos, os jovens que esperam o shopping fechar. Tem sempre um rosto suado da labuta diária. Tem estudante, dona de casa, celetistas que só saem às 22h. Tem cantor, tem um povo bom demais. Tem até aquele sujeito que, de tão consciente sobre a qualificação de seu estilo musical, [Sim, é o mais democrático, o popular brasileiro] liga o radinho no volume máximo para todo mundo ouvir. Afinal, no ônibus das 22h, o pessoal nem está cansado, tudo sob controle e o ânimo nas alturas.
Tem Narlla, tem Jurema, Josefina, tem Francisco.
Ah... No coletivo também chove. Para quem pensa que os temporais súbitos de Brasília são restritos a quem está a pé, no amarelinho metálico o espetáculo é expressivo.
Armem seus guarda-chuvas! Estamos no ônibus! Vira uma festa. O povo se diverte... Alguém aqui já tomou banho embaixo de uma bica? Pois é, experimente pegar o mesmo ônibus que eu em um dia de chuva forte. Daí vocês somam toda essa aventura aos imprevistos nossos de cada dia. Quando o amarelinho quebra, atrasa, quando o Pedrinho come demais e lança para fora de si o conteúdo gástrico. As queridas irmãs baratas que não gostam de água e ficam completamente desesperadas e desordenadas ao primeiro sinal concreto do líquido.
Certa vez - em dia de chuva forte - estava eu, muito bem acomodada - um pouco tensa, afinal, a qualquer momento poderia ser formada uma bica. Mas aconteceu o contrário. Havia um buraco no piso que formou um... Hum... Nem tenho palavras para expressar, rs. Um gêiser? rs
Quase isso. Foi um desespero completo. Agora entra água pelo teto, pelo piso, pelas janelas...
O melhor de tudo são as propagandas do excelentíssimo senhor governador de Brasília, José Roberto Arruda, em parceria com o ilustríssimo senhor secretário de Transporte, Sr Alberto Fraga, justificando o aumento das passagens para andar no amarelinho, a frota nova, o aumento da tarifa do metrô. Alguém arrisca uma carona?

Sejam Bem Vindos!
Estamos em Brasília.

4 comentários:

Lu disse...

Amiga... to vivendo isso tb...rsrss.. Bom demais e real o seu texto. Amo vc!

Pelirroja disse...

Ai, Narlla! Eu também tenho muito historinhas no coletivo. O meu era verdinho. Mas o que eu mais me divertia era quando as pessoas dormiam em pé e acordavam assustadas. Ou da vez que o verdinho quebrou na Estrutural, em pleno congestionamento e tivemos q descer e nos deparar com um caminhão cheio de porquinhos. Na verdade, eu achei bem bonitinho. Só o cheiro não era muito bom.

Isso sem falar da senhora que me perguntou se aquele era o ônibus q ia pra Miami... Dessa vc deve se lembrar...

Esse Arruda é um hipócrita. Coloca um monte de ônibus velho que faz tréque tréque!

Bjo, amiga! Saudades!

Minha Essência disse...

kkkkkkkkkkkkkkkk
otimo iso... todos temos essas historinhas pra contar né... kkkk

obrigado pela visita ao meu blog... lido aqui...´e tudo muito narlla! rs abraço!

Márcia disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkk, sabe que eu lembrei demais dai, né? heheheheh!
Grande abraço! Bjão!!!